domingo, 20 de abril de 2008

PALMEIRAS ACABA COM A BIXARADA E ESTÁ NA FINAL

E deu a lógica. Em uma partida emocionante, com o palestra lotado o verdão bate o são paulo por 2x0 e está na final do campeonato paulista contra a Ponte Preta.

E arriscando mais por precisar do reverter o placar de 2 a 1 do primeiro confronto do Morumbi, na semana passada, o Palmeiras se arriscou mais ao ataque. E conseguiu a falha esperada.

Em jogada individual de Léo Lima, o meia tentou de longe bater Rogério Ceni. Consegui, com uma bola de efeito, enganar o são-paulino, que se antecipou pulando para o lado direito, enquanto a bola morria no meio de seu gol: 1 a 0.

A falha do gol da desclassificação ficou nas costas do maior ídolo são-paulino: Rogério Ceni. O aclamado camisa 1 tricolor errou na hora de tentar a defesa. "Não vi o chute e ela [a bola] balançou demais", disse o arqueiro, antes de partir para o vestiário.

Mas o camisa 27 palmeirense ainda tentou eximir o são-paulino da falha. "A bola saiu com um pouco de efeito e acabou enganando ele [Rogério]".

Não fosse o episódio do gás de pimenta no vestiário são-paulino durante o intervalo, a partida teria primado somente pela emoção da disputa em campo. Os atletas do tricolor precisaram ficar no gramado durante os 15 minutos de intervalo para não inalarem a substância.

"Quando o Muricy ia começar a palestra, começamos a sentir o gás, veio pela janela. Ficou impossível de respirar, era altamente irritante pras narinas e pros olhos", relatou José Sanchez, médico tricolor.

O clima com o gás parece ter mexido com os são-paulinos, que passaram a pressionar mais na segunda etapa. Tentaram várias vezes, em cobranças de escanteios, encontrar Adriano ou seus zagueiros grandalhões para chegarem ao empate. Em vão.

Sem André Dias, expulso por cometer falta em Valdivia, ficou fácil para os palmeirenses atacarem em velocidade com Lenny e Denílson. E foi numa arrancada de Wendel, que também entrou no segundo tempo, que o Palmeiras ampliou.

Venceu os zagueiros são-paulinos na corrida e não foi fominha. Deixou para Valdivia a autoria do tento: 2 a 0 para explodir a torcida palmeirense e fazer faltar luz no estádio, dois minutos depois do gol, sem maiores explicações. O apagão durou cerca de 15 minutos.

Só a torcida palmeirense não apagou. Seguiu gritando, comemorando e apoiando a equipe, até mesmo quando Martinez foi expulso por jogada violenta em Fábio Santos. Soltou um "é campeão" mesmo na partida que colocou o time na final.

Para o São Paulo já não havia mais muito o quê fazer. Restou ouvir, pacientemente para não perder a calma no jogo, os gritos de olé das arquibancadas.

É bambizada... Quando o juiz não ajuda dá nisso... Vitória do VERDÃO!

AVANTE PALESTRA! ARREBENTA QUE A VITÓRIA JÁ É NOSSA!

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